Padrões
Eu já me culpei por ter dificuldade de encaixar nos padrões.
Mas com o tempo, cheguei à conclusão de que padrões só existem porque são
impostos. Todo padrão é imposto.
Há os padrões da sociedade, dos costumes, culturais, regionais,
que te dizem, por exemplo, que tu tem que gostar deste esporte, e tu tem que
torcer para um destes 2 times, e a sociedade toda abraça esse padrão, e as
crianças desde o início tem que escolher um, que pode agradar ou desagradar os
familiares. Outro exemplo regional também é o chimarrão. Tu é gaúcho tu tem que
tomar chimarrão, entre outros.
E há também os padrões midiáticos, impostos pelos meios de
comunicação, sonhos de consumo, como o carro, por exemplo. Carro tem que ser
teu sonho de consumo, todo mundo tem que querer ter um carro, a juventude
aguarda ansiosamente pela maioridade para ter seu primeiro. Outros padrões
midiáticos são os musicais, a indústria da música, que as rádios e TVs
propositalmente divulgam incessante e repetidamente, diariamente, com intensão
clara de grudar na mente do ouvinte, não importando o quanto essas músicas são
artificiais. Mas esse padrão tem uma parcela maior da sociedade que contesta,
até porque há muitos estilos musicais que não se encaixam no “música para todos
os gostos”.
Um padrão que se estabeleceu com o advento das redes sociais
é a foto. As pessoas tiram foto a todo momento, em todo lugar, diariamente,
constantemente, algumas vezes colocam uma mensagem pra parecer que o importante
não é a foto. Antigamente foto era algo para recordarmos algum momento, algo
íntimo, familiar, hoje faz parte do marketing pessoal. As redes trouxeram à
tona o que há de mais narcísico na sociedade.
Aliás, como a sociedade parece que precisa de padrões pra se
guiar, seria bom se se estabelecem novos, mais úteis, como o hábito da leitura,
o hábito de não jogar lixo no chão, de separar materiais recicláveis, deixar os
carros nas garagens e optar mais por bicicleta ou caminhar, etc.
PS: Um padrão bastante difundido, que eu não consigo evitar
é o da cerveja no findi, e o de, sob o efeito, postar textões idiotas nas redes
sociais.